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BILHARDEIRO

Agora sem fazer grandes ZumBidos

BILHARDEIRO

Agora sem fazer grandes ZumBidos

a viagem

Lisboa, um dia desta semana e a horas tardias, um estrangeiro aterrou, vestido a rigor porque o frio era muito, e nem podia esquecer o barrete de orelhas para o conforto ser total. Chego na porta do aeroporto e apanho um Táxi preto com capota verde, para não ser enganado, digo logo que pode seguir o percurso que quiser desde que seja o mais curto. O destino é um hotel ali perto do Marquês, um daqueles muito rasca que o patrão já não tem dinheiro para muitos luxos, pelo caminho passei pela catedral dos madeirenses, a Praça de Touros do Campo Pequeno, fico a saber que o motorista já foi forcado e que o filho ainda é, melhor nem dizer o que penso sobre touradas. Mais em frente o Galeto que fechou e onde à pouco tempo comi um bife, nem quero pensar muito nisso, mas até nem o achei assim tão mau, por acaso até achei um bom bife. Cheguei ao destino, e porque gostei da conversa, dei gorja ao ex-forcado. Azar o meu, e só depois de ter fechado a porta do Mercedes, reparei que aquele não era o meu hotel. Aquele tinha mais estrelas que o meu. Sacana do fogareiro, foi mesmo só isso o que lhe chamei. Pego na mala e rua abaixo, são só dois os quarteirões que me separam da espelunca onde vou dormir. A minha sorte é que a caminho passei por três boîtes, uma delas, o Gallery, até tem um ar saudável, mas não entrei, juro mesmo que não entrei, não sei se foi por causa do meu barrete de orelhas, se pelas sapatilhas ou por a ganga das calças lembrar outras aventuras, mas não entrei. E, azar, para o meu hotel fui dormir que o cansaço da viagem e o adiantado da hora mais nada aconselhavam.

[ a foto é só para baralhar, e chegou por mail ]

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